Dirija dez minutos para dentro a partir de Paraty e a estrada começa a subir a Serra do Mar, sob a copa fechada da mata. É a estrada Paraty-Cunha, e ela concentra dois dos grandes prazeres da região a poucos quilômetros um do outro: cachoeiras de nadar e alambiques de provar. Faça nessa ordem.

Os poços

A parada famosa é a Cachoeira do Tobogã — uma laje larga de granito que o rio poliu até virar escorregador natural, caindo num poço fundo de floresta. Os locais descem em pé, descalços, como se não fosse nada. É alguma coisa, sim. Desça sentado, pés primeiro, como todo mundo sensato, e aproveite o espetáculo que os locais dão. Um pouco adiante está o Poço do Tarzan, fundo e sombreado sob uma queda, com a corda que lhe dá o nome. Veja onde os locais pulam antes de pular.

Os alambiques

Por um bom trecho da era colonial, 'paraty' não era só esta cidade — era palavra corrente para a própria cachaça. A baía embarcava barris do destilado junto com o ouro, e pequenos alambiques de família trabalham nestes morros desde então. Vários ainda destilam do jeito antigo — alambique de cobre, fermentação natural, envelhecimento em madeiras brasileiras — e recebem visitas para um passeio e uma degustação: Engenho D'Ouro e Maria Izabel são as paradas clássicas. Prove primeiro a branca, depois as douradas de madeira, depois a gabriela — cachaça amaciada com canela e cravo.

O jeito certo

Pegue um dos passeios de jipe abertos que saem de Paraty todos os dias: eles juntam duas ou três cachoeiras com paradas em alambiques na mesma estrada, outra pessoa dirige e o dia se resolve sozinho. Cachoeira no fresco da manhã, almoço, degustação depois — a ordem importa, porque granito molhado e cachaça pertencem a metades separadas do dia.

E depois, casa: o jipe deixa vocês na cidade, a casa fica dez minutos ao norte, e a piscina passou o dia esperando para ouvir a história.

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