Da varanda, a Baía de Paraty parece uma lâmina só de água quebrada por ilhas verdes. De perto são dois passeios diferentes, e os dois valem o dia.
O jeito sociável: dia de escuna
O clássico. As escunas de madeira saem do cais do centro histórico toda manhã e fazem a volta da baía — parada em ilha, enseada de snorkel, praia que só casco alcança, almoço a bordo ou em barraca. É fácil e alegre: caipirinhas aparecem, a playlist de alguém vence a tarde, as crianças pulam da proa até a hora de voltar. Lanchas privadas fazem a mesma água mais rápido e no seu horário, o que importa com grupo grande. Reserve um dia antes na alta temporada; prefira a saída da manhã, de água lisa.
O jeito silencioso: Saco do Mamanguá
Ao sul da cidade, a costa se dobra numa reentrância de oito quilômetros de comprimento por pouco mais de dois de largura, murada de mata, sem estrada tocando sua margem interna. Os brasileiros chamam o Saco do Mamanguá de fiorde tropical. Passeios guiados de caiaque remam sua água calma passando por comunidades caiçaras e uns trinta pequenas praias sem nome; existem versões de barco a motor para quem não rema. Os animados somam a subida ao Pão de Açúcar do Mamanguá, o pico de granito nu na entrada — uma hora e meia íngreme, e o melhor mirante desta costa.
Qual dos dois?
Os dois, se a semana deixar: são opostos, e rimam. Se tiver que escolher — grupos com crianças e cooler vão de escuna; casais e famintos de silêncio vão de fiorde. De todo jeito vocês estarão de volta antes da hora dourada, que esta casa não permite perder: o sol desce sobre a baía em plena vista da piscina, e esse espetáculo nunca foi cancelado por completo.
